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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

mergulho escuro

as vezes me sinto estranha as vezes
procuro a mim mesma e não me acho...

sinto-me só,perdida na escuridão
a noite
chega calma e fria.e eu aqui,estacionada,
observando o silencio,enquanto o meu passado
sai em busca de você.

renda-se,como eu me rendi...mergulhe no que
você não conhecer,como eu mergulhei não
se preocupe em entender,viver ou chorar.

ter a escuridão é o que tenho para viver,
a luz faz perder,um dia da minha vida.

morbides

uma vida primordial,o luar brilhando,
demostrando sombras uma escuridão
prateada,do lado da escada,ao lado do
porão,descendo lentamente sobre meu corpo pálido.

em um lenço de papel,vejo fitas roxas
cobertas de sangue.o olhar fecundante,
parado e nebulante,sem ter onde ir...


estou delirando sobre á vida vazia,da triste
sabedoria,que tenta aliviar meu tremar o
toque pesado das correntes grisalhas,que
aproxima-se perto da sala.

pela brisa gelada,e a cruz virada,em
uma nova estrada de fuga adormecente!